quarta-feira, 1 de outubro de 2014

Gêneros Textuais Argumentativos e Persuasivos: Cartas de Reclamação e de Solicitação. Carta Aberta, Abaixo Assinado, Manifesto, Carta do Leitor, Artigo de Opinião e seus Modelos. Atividades

Os diferentes gêneros textuais são utilizados nas diversas circunstâncias sóciocomunicativas do nosso cotidiano.   O russo Mikhail Bakhtin foi o primeiro a empregar a palavra gênero com um sentido mais amplo, referindo-se também aos tipos textuais que empregamos nas situações cotidianas de comunicação. 
Os gêneros textuais podem ser identificados por três aspectos básicos: o assunto, a estrutura e o estilo. 
A escolha do  texto que iremos produzir  leva em conta:  



a)   quem está falando;  b) para quem  está falando;  
c)   qual  o assunto;       d) qual a finalidade.

Os Gêneros Textuais  Argumentativos e Persuasivos


Para  contar uma história  usamos um texto narrativo; para instruir alguém sobre como fazer alguma coisa usamos um texto instrucional (fazer um bolo, tomar um remédio, montar um brinquedo etc); para convencer alguém de nossas ideias, usamos  textos argumentativos e persuasivos. 

Portanto, na hora de escrever observamos as características de cada gênero e como adequar o texto à estrutura exigida por cada um deles. 

Conheça os gêneros textuais   argumentativos e persuasivos mais usados no nosso cotidiano:
   
a)  Cartas de reclamação e de solicitação; b)carta aberta;  
c) abaixo-assinado; d) manifesto; e) artigo de opinião; f) carta do leitor. 

São todos pertencentes às modalidades argumentativa e persuasiva,  onde nos posicionamos criticamente, endereçando nossos argumentos a uma pessoa competente e com autoridade para resolver um problema de interesse  coletivo. Vamos analisar cada um deles e aprender:  

a) como escreve; b)  para quem; c)  para quê  (com qual objetivo). 

I- Cartas de reclamação e de solicitação -  São  utilizadas quando o remetente descreve um problema ocorrido a um destinatário que pode resolvê-lo, pois se trata de  alguém com plenos poderes para tal. 


São gêneros textuais pertencentes às modalidades argumentativa e persuasiva , cuja finalidade é buscar soluções para um problema já instaurado, e que precisa de solução.  É argumentativo  porquê permite expressarmos nossos posicionamentos  sobre qualquer problema que nos aflija  ou à comunidade que representamos.  É persuasivo porquê o interlocutor tenta convencer o receptor da mensagem a encontrar uma solução para o problema apontado na carta.


Quem reclama deve  utilizar  um discurso argumentativo e persuasivo descrevendo de maneira clara o problema,  suas causas e  as consequências, caso  não seja resolvido. 

A exposição dos fatos deve comprovar que o remetente é quem tem razão, o qual pode ainda, apontar as possíveis soluções para que haja entendimento entre as partes. 

Outro aspecto é a  linguagem de padrão formal, precisa, objetiva e consistente  nos argumentos, cuja estrutura obedece a alguns parâmetros, previamente definidos, destacando-se:  

a) Local e data;  b) Identificação do remetente e do destinatário com os nomes completos e  endereços.

     Para o destinatário  da carta observe:  
   
     a) o pronome de tratamento adequado (formal);         b) vocativo;   
     c) corpo do texto, seguido de argumentos  que justifiquem a descrição dos      fatos;    d) documentos em anexo (caso necessário);        
     e) expressão de despedida;    f) nome  legível do remetente, seguido da assinatura  manual (escrita a mão).

Modelo de Carta de Reclamação e de Solicitação


Salvador, 27 de Setembro de 2014

Sr. Secretário da Saúde de Salvador
Prezado Senhor, 
Eu, João de Deus Santos Brasil, residente à Rua dos Cidadãos de Bem, No. 52, bairro Pernambués, venho reclamar do mal atendimento no Posto de Saúde  do bairro.
As pessoas que trabalham lá chegam sempre  atrasadas e demoram muito para atender. Não há médicos e enfermeiros suficientes, remédios para os pacientes, principalmente para idosos e crianças, que muitas vezes nem sequer são atendidos.
Peço que o Senhor tome as providências, imediatamente, para que as pessoas não fiquem sem atendimento médico, sem remédios, doentes  e insatisfeitas.
Espero  que esses problemas sejam resolvidos o mais rápido possível,  com as suas rápidas providências.
Atenciosamente, 
João de Deus Santos Brasil

Vamos praticar ?  Siga o modelo  da carta acima e faç uma solicitação à diretora da sua escola, pedindo para ela aumentar a quantidade de frutas e verduras na merenda escolar.  Bom trabalho !

II - Carta Aberta - é um  gênero textual argumentativo e persuasivo, que expõe geralmente um assunto polêmico, mas de interesse coletivo,  que  o autor pretende levar a público. Pode  tratar de  um ponto de vista particular, mas que envolva o interesse coletivo ou o ponto de vista de uma instituição, grupo de pessoas, entidades etc.

Tem  um forte grau de apelo, sendo  escrita com o intuito claro de sensibilizar e persuadir o destinatário. É portanto, persuasivo  pois a intenção de quem escreve é   convencer o destinatário  sobre suas ideias, opiniões ou reivindicações, que  são   expostas em público. O remetente  deve argumentar  da maneira mais clara  possível.

A carta aberta é diferente da carta pessoal, a qual trata de assuntos de interesse dos interlocutores nela envolvidos, enquanto  a  carta aberta faz referência a  temas de interesse coletivo, normalmente  um problema de consenso geral.

Pode ser utilizada como forma de protesto contra um problema ou como alerta, e até mesmo como meio de conscientização da população ou de alguém influente, como um representante do governo.  Pode ser enviada para  uma instituição, para a população ou para autoridades públicas,  como o Presidente da República, o  Governador, o Prefeito, o Diretor da escola, o Síndico etc.   Como a carta aberta não é uma correspondência particular, qualquer um pode ler.   Pode ser  publicada nos  meios de comunicação impressos, meios televisivos ou pelo rádio. 

       Uma carta aberta tem os seguintes elementos (parte estrutural): 
              

1.Título – no qual se evidencia o destinatário: autoridades, população, grupos políticos, representantes de entidades. Por isso, o título deve conter as palavras:  “Carta aberta à/ao, ou seja, uma referência a quem você está enviando a carta.   Exemplo: “Carta Aberta à Comunidade Escolar”.

2. Introdução e remetente:  grupos de pessoas, entidades - parte em que  você apresenta  o problema que motivou a escrita da carta, para ser resolvido pelo destinatário. 
3. Desenvolvimento – diz respeito à análise do problema, no qual há a apresentação dos argumentos, fundamentando o ponto de vista  de quem está enviando a carta (o remetente).  Exponha as causas do problema, e diga   de que forma o destinatário da carta pode  ajudar a solucionar. 
4. Conclusão –  geralmente finaliza-se solicitando  que o problema seja resolvido.
Meios de divulgação: rádio, TV, internet, reuniões, distribuição de folhetos etc.
Resumindo:
·  a) escreva o título com as palavras " Carta Aberta à/ao + o nome do destinatário". Ex:  "Carta Aberta ao Governador da Bahia"
·     b) Desenvolva um texto argumentativo e persuasivo, apresentando o problema e opinando sobre soluções.
·     c) Use a linguagem padrão (formal),  sem gírias nem ofensas. O  texto não deve ser  muito longo  para não ficar  cansativo e enfadonho. 
·    d) Para finalizar a sua carta escreva um parágrafo que funcione como uma conclusão,  enfatizando as reivindicações e os apelos.
e) Agradeça  ao  destinatário como se tivesse a certeza de  que ele atenderá seu pedido. Isto reforça  o teor persuasivo do seu texto.
    f) Escreva seu nome completo  no final da carta. Na última  linha local e data.
    Veja o modelo abaixo e escreva uma carta aberta ao Prefeito da sua cidade, reclamando da falta da  coleta regular do  lixo e os prejuízos para a saúde.   


III - Abaixo Assinado -    é um texto argumentativo no qual um grupo de pessoas faz uma solicitação a uma autoridade competente, com o objetivo de resolver um problema de interesse coletivo.  
solicitação  é feita por muitas pessoas em forma de um documento coletivo. É muito comum o uso do abaixo assinado como forma de protesto ou manifesto de apoio a alguém ou a alguma causa. Possui diversas finalidades como por exemplo: reivindicações por melhorias em benefícida comunidade; demonstrar descontentamento e outros protestos. Contudo, não pode ser feito de qualquer jeito. Há regras a serem obedecidas, para que o documento seja válido.



O primeiro cuidado ao fazer um baixo-assinado é sobre a linguagem, que deve ser formal, usando o pronome adequado, a depender do cargo da autoridade. Pode ser o prefeito, o reitor de uma universidade, o síndico de um condomínio, o diretor da escola etc.  O tratamento é específico, por isso, além da modalidade padrão a ser seguida, o documento tem algumas partes indispensáveis, como por exemplo:
1.Vocativo – nome do destinatário e/ou o cargo, seguido do pronome de tratamento adequado, de acordo com o cargo do destinatário. Exemplo: Ao Excelentíssimo Sr Prefeito/Governador/Presidente da República/Ministro da Educação/Secretário da Saúde; Ao Ilustríssimo Senhor Diretor da Escola/ Síndico do Condomínio...; localidade.

2.Corpo do texto/Introdução –  nesta parte deve conter a exposição dos argumentos propriamente ditos, acompanhados das respectivas solicitações que os justifiquem. Exemplo: Os abaixo-assinados, (descrição das nacionalidades), residentes e domiciliados na (cidade, bairro, rua), vêm respeitosamente à presença de Vossa Excelência ou V. Sa.  solicitar (descrever a solicitação), a fim de (descrever a finalidade do pedido).

3. Conclusão. Finalizar assim: Confiantes de que o nosso pedido será atendido, juntamos duas vias do presente abaixo-assinado em três folhas numeradas e assinadas por todos os moradores. Indicamos o morador..., fone.., como nosso representante, caso V.Exª necessite de outras informações complementares.


4.Local, data e lista com as assinaturas de todos os interessados solicitantes. Junto das assinaturas os dados pessoais: o número da identidade ou CPF, e rubrica. 
Modelo de  abaixo-assinado: 

Ao Excelentíssimo Senhor Prefeito da Cidade  de Salvador/Bahia
Nós,  abaixo-assinados, brasileiros, residentes e domiciliados à Rua dos Cidadãos de Bem,  Bairro de Pernambués, nesta cidade de Salvador,  solicitamos  de V.Exª. a  instalação de coletores seletivos de lixo, a fim de atender ao projeto comunitário de reciclagem de plásticos, alumínio,   vidros  e papel  na nossa comunidade.
Certos  de sermos atendidos, encaminhamos este documento em duas vias e em três folhas numeradas e assinadas por todos os moradores, que serão protocoladas no Gabinete de V.Exª.  Nomeamos o morador João de Deus Santos Brasil, fone 71 3200-0101, como nosso representante, caso V.Exª necessite de outras informações complementares.
Salvador, Bahia, 28 de Setembro de  2014

Nome Completo
     N. do CPF
ou Identidade
Assinatura ou Rubrica
1



2



 3




O Abaixo-assinado e a Petição Pública na Era da Internet 

Petição Pública Brasil Logotipo
A maneira mais tradicional  de fazer um abaixo-assinado ainda é por escrito, mas com o avanço da tecnologia é possível aumentar o número de participantes utilizando a internet, e-mails e as redes sociais.   Existem sites especializados em recolher assinaturas virtuais e expressar o inconformismo com algumas situações que acontecem ao redor do mundo, reunindo milhões de assinaturas em apenas alguns dias. Exemplos:

1. Acesse Petição Pública  e crie o seu abaixo-assinado. Preencha os dados, diga qual é a causa, seu endereço, telefone para contato, e você poderá iniciar rapidamente um abaixo assinado via web.  http://www.peticaopublica.com.br/
2. Acesse o site  Abaixo-assinado , que funciona da mesma maneira. Você encontrará outros abaixo-assinados e se concordar preencherá com a sua assinatura.   http://www.abaixoassinado.org/


IV - Manifesto: argumentação pública - o manifesto  é um  gênero  textual essencialmente argumentativo,  onde o autor expõe, publicamente, em caráter de denúncia, um problema do interesse de um determinado grupo de pessoas.  

O objetivo é  alertar  a sociedade sobre um problema ou fazer  uma denúncia pública,  chamando-a  para uma ação  conjunta, a fim de encontrar a solução. Deve haver, ainda, cobrança às autoridades públicas competentes, mostrando as  causas e conseqüências do problema.

Sua  estrutura é relativamente livre, mas  exige o uso da linguagem no padrão culto formal, verbos predominantemente no presente do indicativo, e  alguns elementos indispensáveis, a saber: 
1.Título - normalmente sintetiza o assunto, a ideia;

2.Corpo do texto – identificação e análise do problema; esclarece os posicionamentos  e argumentos que   fundamentam os pontos de vista do(s) autor (es) do manifesto; 
3. Local, data e assinatura dos manifestantes.

Modelo de  Manifesto que criamos para ajudar o seu  entendimento


Manifesto Público de Pedido de Maior Atenção  à Obesidade Infantil na Cidade de Salvador, Estado da Bahia
Nós, alunos da Escola Municipal  Brasil Forte, situada na Rua dos Cidadãos de Bem, No. 56, Bairro  Pernambués, Salvador, Bahia, vimos por meio deste Manifesto Público denunciar  a falta de atenção das autoridades e da sociedade baiana, para o grave problema de saúde pública na nossa cidade: a obesidade infantil.
A obesidade   traz graves prejuízos para a saúde e o bem-estar das pessoas, por estar associada à diabetes, doenças vasculares, cardiológicas, dermatológicas,   hipertensão e mobilidade, agravando a saúde  e comprometendo o futuro do país. Além disso, traz problemas socioeconômicos, pois a obesidade dificulta o convívio social, arrumar trabalho etc., dando lugar ao bullying e à exclusão social.
Queremos que as autoridades e a sociedade baiana  juntem-se para combater esse mal que cresce de maneira assustadora em Salvador, na  Bahia e no Brasil. Queremos que sejam contratadas equipes multidisciplinares para  atuarem nos postos de saúde em conjunto com as  escolas, ensinando os alunos  sobre a alimentação correta  e a prática de  atividades físicas, além de treinar,  orientar as merendeiras;  promover palestras  para os pais, professores  e alunos. 
Representamos aqui, milhões de brasileiros de todas as idades e classes sociais, ricos e pobres, todos condenados a uma vida de sofrimento, caso as providências não sejam tomadas.  
Queremos que as Secretarias da Saúde do Estado da Bahia e da Prefeitura Municipal de Salvador, tomem medidas urgentes de combate e de prevenção à obesidade infantil, garantindo a todas as crianças saúde e cidadania.
Diante desta realidade dura, cruel e repleta de desafios,nós os alunos e toda a comunidade escolar, assinamos este Manifesto, que será publicado na Internet e protocolado nas citadas secretarias de governos municipal e estadual.  
Salvador, Bahia, 01 de Outubro de 2014
José Joáo Silva Santos, Antonio Castro, Maria José Lima, Pedro Valadares, ...

V - Carta do Leitor é um gênero textual jornalístico, no qual o leitor expressa opinião sobre textos publicados em jornal ou revista,  impressos ou expostos na Internet. O texto tem  as mesmas características de uma carta comum, no qual os leitores têm a oportunidade de fazer elogios  ou críticas sobre uma determinada matéria publicada, expressando sua opinião ou   sugestão ou mesmo criticas, sugerindo  algum tipo de melhoria. 


Quanto à sua estrutura, a carta do leitor contém os mesmo elementos da carta pessoal, com os seguintes elementos: 

a) local e data;  b) vocativo- coloca-se o nome do jornal ou da revista, pois revela a quem ela é dirigida;   c) corpo do texto – contem  as informações  do que se pretende dizer, de forma objetiva e resumida;  
d) despedida cordial - por último vem a despedida cordial, juntamente com a assinatura de quem a escreveu (em prova de  vestibular, o candidato não deve assinar).

Modelo de Carta do Leitor

Salvador, 01 de Outubro de 2014
À Revista Época:
Fiquei decepcionado ao não encontrar esta semana a coluna do jornalista Olavo de Carvalho. Espero que tenha sido um problema temporário e que a coluna volte a ser semanal, pois a leitura dessa coluna é uma das raras oportunidades que ainda temos de tomar contato com reflexões e análises elaboradas por um intelectual que realmente tem um pensamento independente, em vez de se limitar a repetir os slogans pretensamente corretos politicamente. 
Jose Paulo Carneiro

VI - Artigo de opiniãoé um texto  opinativo, de cunho argumentativo e persuasivo, muito comum em jornais e revistas,  onde o autor expõe seu posicionamento diante de algum tema atual e que desperta muito interesse.

É um gênero textual persuasivo, onde o autor tenta convencer o leitor a aderir ao seu ponto de vista. A opinião do autor sobre um assunto de relevância é defendida através de recursos argumentativos, a saber: comparações, exemplificações, depoimentos, dados estatísticos, etc.  

É comum as descrições detalhadas, apelo emotivo, acusações, humor satírico, ironia e fontes de informações precisas. Sua linguagem é objetiva e aparece repleta de sinais de exclamação e interrogação, os quais incitam à posição de reflexão favorável  à opinião do autor.

Outros aspectos persuasivos são as orações no imperativo (seja, compre, ajude, favoreça, exija, etc.) e a utilização de conjunções que agem como elementos articuladores (e, mas, contudo, porém, entretanto, uma vez que, de forma que, etc.) e dão maior clareza às ideias.


Sendo um texto com marcas pessoais, geralmente é escrito na primeira pessoa, mas também na terceira pessoa. O  texto deve ser  pequeno, simples e objetivo, pois a intenção é atingir todo tipo de leitor. Para saber mais sobre esse tipo de produção textual, procure-o em jornais e revistas, impressos ou online.

A  estrutura  do artigo de opinião tem os seguintes elementos: 
1.Título - parágrafo introdutório sobre o assunto;
2.Desenvolvimento - argumentos apresentados em bases sólidas, com vistas a conferir maior credibilidade por parte do leitor.
3.Conclusão do artigo, na qual ocorrerá o fechamento das ideias anteriormente discutidas.

 Modelo de Artigo de Opinião


Cada indivíduo é responsável por sua conduta
                                                                        Cassildo Souza
Atribuir à sociedade como um todo a culpa por certos comportamentos  errôneos não parece, em minha maneira de pensar, uma atitude sensata. Costumamos ouvir por aí coisas do tipo “O Brasil não tem mais jeito”, “O povo brasileiro é corrupto por natureza”, “Todas as pessoas são egoístas” e frases afins. Essa é uma visão já cristalizada no pensamento de boa parte de nosso povo.

Entretanto, se há equívocos, se existem erros, se modos ilícitos são verificados, eles sempre terão partido de um indivíduo. Mesmo que depois essas práticas se propaguem, somente serão contaminados por elas aqueles que assim o desejarem. Uma corporação que, por exemplo, está sob investigação criminal em decorrência da ação de alguns de seus componentes, não estará necessariamente corrompida em sua totalidade. Aliás, a meu juízo, isso é quase impossível de acontecer.

É preciso compreender que nem todo mundo se deixa influenciar por ações fraudulentas. De repente o que alguém acha interessante pode ser considerado totalmente inviável por outra pessoa e não acredito que seja justo um ser humano ser responsabilizado apenas por fazer parte de um grupo “contaminado”, mesmo sem ele, o cidadão, ter exercido qualquer coisa que comprometa a sua idoneidade moral.

Todos sabemos que um indivíduo é constituído suficientemente para pagar  por suas falcatruas. Por isso, não concordo que haja julgamento geral. É preciso  que saibamos separar o bom do ruim, o honesto do corrupto, o bom-caráter do mau-caráter, o dissimulado do verdadeiro. Todos têm consciência do que seja  certo ou errado e devem carregar sozinhos o fardo de terem sido desleais,  incorretos e vulgares, sem manchar a imagem daqueles que, por vias do destino,  constituem certas facções que não apresentam, totalitariamente, uma conduta  legal.

Conheça outros modelos de cartas e outros gêneros textuais: 

Gêneros Textuais: Carta, Bilhete, Email, jornal, anúncio, propaganda, outdoor, biografia, bula de remédio. Produção textual

Veja também:

Gêneros Textuais: Cartas do Leitor. Carta ao Leitor ou Editor ou Editorial. Produzindo textos


Referências (sites pesquisados)
Mundo Educação

sábado, 20 de setembro de 2014

Brincadeiras de crianças: aprendendo as formas geométricas criando e se divertindo com palitinhos de picolé e canudos. Faça cavaletes, porta-retratos, bichinhos... Pinte o sete !

As imagens mostram animais, caixinhas, porta-retratos, cavaletes para obras de arte produzidas pelos alunos ou para servir de tags com os nomes das guloseimas e pratos em festinhas etc. Tudo para ajudar seus alunos a aprenderem de forma lúdica, criativa e divertida as formas geométricas. Siga as instruções de como fazer lendo-as e acessando os links indicados. Espero que goste.  

Cavalete de palito de picolé com nome de guloseima na mesa de festa de  aniversário

Vamos Praticar ? 
1. Com qual letra do alfabeto se parecem os cavaletes?
2. Qual a figura  geométrica que se parece com esses cavaletes?
3. Que  outras figuras geométricas você identificou nas imagens aqui apresentadas ?

Cavaletes de Canudos ou de Palitos de Picolé ou de Churrasco

Para usar e recriar na escola. Pode servir  para marcar  lugares na mesa ou para identificar  pratos e doces na  festinha. Siga as instruções.
Materiais:  a) Cola- quente;  b)  canudos  ou palitos de sorvete;       c) tesoura;   d) régua;              e) papel celofane colorido;
f) tinta para pintar os palitos (opcional).
Como fazer:
Separe 3 canudos ou palitos. Cole a ponta dos dois primeiros deixando uma abertura de 7cm. Depois cole a ponta do outro no centro dos dois primeiros formando uma pirâmide. Depois corte um canudo  ou um palito no meio e cole-o na horizontal entre os 2 primeiros. Está pronto!

Cavaletes para obras de arte feitas pelos alunos


Cavalete de palito de picolé
1) Você vai precisar de 8 palitos de sorvete, um lápis/lapiseira, uma tesoura e cola quente.
2) Posicione 3 palitos no ângulo que deseja ter para o cavalete. Essa será a base.
3) Coloque 2 palitos na transversal. O mais superior será o apoio da parte de trás e o mais inferior será o suporte para a telinha.
4) Marque o encontro dos palitos. A marcação deve seguir a inclinação,
5) Recorte ou serre com uma faquinha os palitos em todas as marcações, exceto a apontada com a seta vermelha na foto do passo 4. Quando você recortar já vai ver o cavalete tomando forma.
6) Antes de começar a colar, marque a posição do palito nos 3 palitos da base para servirem de guia.
7) Passe cola quente abaixo do risco de guia
8) Coloque o palito cortado sobre a cola e segure por alguns instantes até ficar firme. Repita o processo para os outros 2 palitos da base.
9) No lado oposto dos 3 palitos da base, faça a marcação para colar o palito superior.
10) Passe a cola nos 3 palitos de acordo com a marcação e cole o palito superior.
11) Posicione um palito abaixo do palito colado na parte da frente e marque uma diagonal oposta, conforme  a imagem.
12) Recorte, passe cola quente na base e cole num ângulo de 90º graus. Esse será o palito que vai segurar a telinha.
13) Posicione um palito na parte de trás e veja qual a inclinação que você quer. Você terá que recortar um pedaço do palito depois de medir a inclinação. Em seguida cole o palito conforme a imagem.
Cavaletes coloridos
14) Pegue o último palito e meça a distância como mostra a foto para fazer o suporte de apoio.
15) Cole no sentido contrário que você mediu, para a parte arredondada ficar para fora. Está pronto!
Veja também:

Site Educar para crescer - BRINCADEIRAS

20 brincadeiras que precisam apenas de lápis e papel


Nesta seleção de brincadeiras, os pais podem se divertir com as crianças. Navegue pelas setas laterais para descobri-las.


Referências
Leilane Borges. Sweet Design. 
We Share Ideas (do inglês nós compartilhamos ideias)
Banco de Atividades

terça-feira, 16 de setembro de 2014

Edução Infantil: brinquedos e brincadeiras para fazer na escola ou em casa. Como fazer brinquedos artesanais com as crianças

Qual a origem dos brinquedos ? 
Alguns museus têm exemplares de brinquedos de várias épocas, encontrados em escavações,  nos permitindo entender a importância do lúdico e do ato de brincar no desenvolvimento infantil. Bonecas que podiam mover-se com barbantes, semelhantes aos atuais fantoches, eram utilizadas por crianças da Grécia e da Roma antigas. Bolas e bonecas de madeira ou barro cozido também foram encontradas. 
Apresentamos aqui alguns brinquedos artesanais, que podem ser feitos com as crianças em casa ou na escola de forma simples, criativa e divertida.  

Os brinquedos e brincadeiras das crianças surgem da imitação das atividades dos adultos, e são  feitas por elas próprias, a exemplo do cavalo de pau, numa época em que o cavalo era o principal meio de transporte e de tração. 
Cavalos-de-pau em A.V.A
Cataventos, bonecas chocalhos, peões e peça de jogos que se multiplicaram, principalmente a partir do século XV, nasceram do espírito de imitação das crianças, que têm os adultos como espelho. A maioria deles era partilhada por adultos e crianças, sem a preocupação de separar "brinquedos de meninas" e "brinquedos de meninos", “cores de meninas”, “cores de meninos”, ideias que surgem  no decorrer do século XVIII, com o início da fabricação industrial dos brinquedos infantis.

Atualmente a indústria de brinquedos é sucesso no mundo e movimenta valores astronômicos. A evolução tecnológica permitiu a criação de um grande número de brinquedos que encantam as crianças, num primeiro momento,  até serem esquecidos. O brinquedo já vem pronto e com todas as instruções de uso, bastando segui-las.  Nenhum deles substitui o encanto de brinquedos simples, feitos por elas próprias, aguçando-lhes  a criatividade e a imaginação, além de elevar a autoestima. 
Entregue-lhes um cavalinho de pau e observe como sairão cavalgando pela escola ou pelo quintal.  Eles vão dar mais valor aos tradicionais cavalos de pau, pés de lata e bambolês se ajudarem  a produzir. 
Cavalos de pau em tecidos e fitas
Os brinquedos s seguir vêm da tradição que resiste ao tempo, passando de geração a geração:   pé de lata, botão, cavalo-de-pau, bambolê, passa-bola,  cama-de-gato, enrola- bola.  Apresentamos alguns desses ícones que ainda resistem, encantando crianças e adultos. Como fazer? Como brincar ? Veja a seguir: 

1. Cavalo de Pau – Idade: a partir de 4 anos.  O que desenvolve:  Coordenação motora e exercício de pernas e pés. 

Material:  um simples cabo de vassoura é suficiente para divertir as crianças com um cavalo de pau. Cada um monta em seu "animal" e sai cavalgando pela escola ou na quadra. Outra boa pedida é a garotada apostar uma corrida. 

Como fazer - desenhe a cabeça do cavalo em um pedaço de E.V.A e recorte. É possível substituir esse material por papel cartão. Dobre ao meio, desenhe o olho e faça vários furos, alinhados, a um dedo de distância da borda. Deixe um espaço sem furar na parte de baixo. Corte pedaços de 50 centímetros de lã e passe pelos furos. Amarre-os para fechar a cabeça do cavalo e compor a crina. Faça também um ou dois furinhos para formar o focinho do animal. Encaixe a cabeça em um cabo de vassoura. 

Como brincar: a criança monta no brinquedo e "cavalga" pela escola. Você pode organizar uma corrida. Trace no chão uma linha de partida e outra de chegada e dê o sinal de largada. Outra sugestão é usar os cavalos nos teatrinhos. Todo príncipe monta um belo animal.

2. Botão ou corrupio ou currupicho - Idade: a partir de 4 anos.  Desenvolve:a coordenação motora e o  ritmo. 
Estica e solta, estica e solta... Assim a criançada faz as tampinhas desse brinquedo girarem, produzindo um barulhinho mágico. Inventado em 1930, o futebol de botão é passatempo para todas as idades. O brinquedo também é conhecido por corrupio ou currupicho. 

Material: O modelo tradicional é feito com um pedaço de fio que passa pelos dois furos de um botão grande amarrado com um nó nas pontas. Para esta variação, que produz som, separe quatro tampinhas de garrafa PET; um pedaço de fio de náilon torcido ou barbante fino de 1 metro de comprimento; três pedrinhas ou miçangas;  fita adesiva.

Como Fazer:  esquente a ponta de um prego pequeno e faça dois furos em cada tampinha de forma que eles fiquem centralizados. Passe-as pelo cordão de maneira alternada: uma de boca para baixo e outra de boca para cima. Dê um nó unindo as pontas da linha. Dentro de uma das tampas centrais, coloque as pedrinhas ou miçangas e tampe com a outra. Una-as com fita adesiva. Cuidado para que as linhas não fiquem torcidas dentro das tampinhas. Deixe-as esticadas, com um orifício bem na direção do outro. 

Como brincar:
as duas tampinhas que ficam nas extremidades servem para segurar o brinquedo. Mantenha uma em cada mão e, com o cordão frouxo, dê um impulso para a frente para enrolar bem o cordão. Estique em seguida. As tampinhas do meio giram em grande velocidade produzindo um barulhinho. Depois, é só esticar e afrouxar o cordão.

3. Pé de lata: Idade:a partir de 5 anos.  O que desenvolve: equilíbrio e 
coordenação motora. 

As crianças andam para lá e para cá em cima das latas. Quando já tiverem práticas, elas podem apostar uma corrida. Para isso, basta se certificar que a corda de náilon está bem presa à  lata. 

Material e Como Fazer: faça dois furos diametralmente opostos no fundo de uma lata de achocolatado ou leite em pó. 
Passe uma corda de náilon de 1,2 metro pelos furos da lata e una as extremidades com um nó bem forte dentro do recipiente. 
Coloque a tampa e decore com retalhos de plástico adesivo ou tinta. Faça o mesmo com outra lata. 

Como brincar: os alunos sobem nas latas e tentam se equilibrar segurando nas cordas. Além de andar pela escola com os pés de lata, eles vão se divertir apostando uma corrida, andando para trás ou vencendo um percurso com obstáculos.

4. BambolêIdade: a partir de 6 anos.  O que desenvolve: ritmo e equilíbrio. 

Rebolar bem é o que basta para manter o bambolê na cintura. Mas as crianças também se divertem girando o brinquedo no pescoço, nos braços e nas pernas. Bambolear, além de divertir a criança, faz com que o equilíbrio seja exercitado. 
Material e Como Fazer: corte 1,5 metro de mangueira de gás. Una as pontas com fita crepe, formando um aro. Para os menores, que ainda não conseguem girar o bambolê em torno da cintura, faça aros pequenos usando 60 centímetros de conduíte. Você pode colocar arroz,  pedrinhas, guizos (material de metal) e sementinhas dentro dele antes de fechar. Na hora em que os pequenos estiverem rodando o brinquedo, vão escutar um agradável som. 

Como brincar: a criança coloca o bambolê na cintura e o roda. Para mantê-lo girando, é preciso movimentar o quadril, como num rebolado. 

É possível também rodá-lo em outras partes do corpo: no pescoço, nos braços e nas pernas, além de jogá-lo para cima e tentar encaixar nos braços. Para que todos brinquem juntos, organize uma competição. O objetivo pode ser ficar mais tempo com ele em torno da cintura ou bambolear andando, sem deixar o brinquedo cair.

5. Passa-bola -  Idade: a partir de 6 anos. O que desenvolve: coordenação visual e motora;  noção de distância.

Material: com apenas uma garrafa PET, a criança pode brincar com amigos ou até mesmo sozinha. Ninguém pode tocar na bola, que passa de uma criança para outra com a ajuda de um "copinho". 

Como Fazer: corte uma garrafa PET ao meio. Você vai utilizar apenas o lado em que fica a tampa, pois é mais fácil para a criança segurar. Pinte a tampinha e a borda do suporte com tinta acrílica ou encape com plástico adesivo e  colorido. Esta marcação facilita a visualização se a garrafa for transparente. Faça a bola recheando uma meia com jornal. Para fechá-la, fixe a ponta com cola para tecido ou costure. 

Como brincar: o  objetivo é jogar a bola com um suporte sem deixá-la cair no chão. Se a criança for brincar sozinha, segura um suporte em cada mão e joga a bolinha de um lado para o outro. Em grupo, organize os alunos em roda ou em fileiras e dê um "copinho" para cada um. Um deles inicia a brincadeira jogando a bola para um colega, que vai pegá-la com o "copinho" e jogá-la para outro.

6. Cama de gato ou Jogo de fios ou jogo de trancar, uma conhecida brincadeira dos índios curumins- Idade: a partir de 6 anos. O que desenvolve: o raciocínio lógico e a paciência.  

Feita com barbante, a cama de gato envolve raciocínio e pode ser brincada em qualquer canto, basta 4 mãos! 

Como fazer: corte um pedaço de barbante (pode ser elástico ou fita também). Dê um nó entre as duas pontas. 
Como brincar: deixando as mãos verticalmente paralelas, coloque o barbante nas pontas dos dedos, formando uma espécie de retângulo uniforme. Sem dobrar os dedos, ou tirar o barbante da posição inicial, leve a mão direita até a esquerda e passe-a por baixo da lateral do barbante de forma que este fique enrolado. Faça a mesma coisa com a mão esquerda. Passe o dedo do meio de cada mão por baixo do barbante recém enrolado, algo semelhante ã letra x se formará em cada um dos lados. 

A partir daí o objetivo é passar o barbante para a mão do outro jogador, sem que este saia da mão do primeiro, formando outra figura a ser desatada em seguida.

7. Enrola-bolaIdade: a partir de 4 anos. O que desenvolve: a coordenação motora; integração com o parceiro;  ritmo. 

Um pulo e uma gingadinha para a direita. Outro pulo e outra gingadinha... Em dupla, as crianças brincam até enrolar a bola no cordão 

Como fazer: no centro de um pedaço de cordão de algodão grosso, de 1,5 metro de comprimento, pendure uma corda fina de 40 centímetros. Na ponta dela, prenda uma bola de meia de náilon, recheada com retalhos de tecido ou fios de lã. Em cada ponta do cordão principal amarre um pedaço de 1 metro de corda fina. 

Como brincar: a brincadeira é feita em dupla. Cada um amarra um pedaço da corda em sua cintura. O objetivo é enrolar a bola no cordão. Para isso, as duas crianças têm de gingar e pular de maneira coordenada. Quando conseguirem, proponha à dupla repetir a brincadeira,  só que posicionada de lado e, depois, de costas. Sugira também uma corrida. Na ida, os parceiros enrolam a bola e, na volta, desenrolam.

Fonte:Adaptação pela Professora Claudia Martins /Salvador, Bahia, em 16/09/2014, do texto:  brinquedos artesanais, de Cristiane Marangon, para o Site Educar para Crescer, Editora Abril. 19/06/2014

Referências (sites pesquisados)

MarangonCristiane. Brinquedos artesanais. Educar para Crescer.Editora Abril. 19/06/2014 

http://educarparacrescer.abril.com.br/aprendizagem/brinquedos-artesanais-408190.shtml





terça-feira, 2 de setembro de 2014

20 fantásticas fotografias de beija-flores que revelam beleza indescritível e muito charme


A natureza nos premiou com  uma  grande variedade de  aves: as ferozes águias, os raros papagaios tropicais, as espertas corujas etc. No entanto, os beija-flores se apresentam como as  “aves mais impressionantes do mundo”. 
Com um tipo de beleza delicada única, grande velocidade e domínio de manobras voadoras sem comparação.  Estudo revela  espécie de beija-flor de 22 milhões de anos, que continua a evoluir e produzir novas espécies.
Trecho da música beija-flor,
de Geraldo Azevedo 
Capturar uma imagem de um beija-flor em voo com asas claramente focadas pode ser muito difícil, já que algumas variedades são capazes de batê-las até 52 vezes por segundo. Isto dá-lhes a capacidade de pairar e voar para trás – habilidade que poucas outras aves possuem e que ninguém domina do modo como o beija-flor faz. 
Agora veja as 20 fantásticas fotografias, divulgadas pelo site BoredPanda e reproduzidas pelo HypeScience: 




 Fontes:   Site Hype.Science
Site BoredPanda
http://www.boredpanda.com/hummingbird-bird-photography/