domingo, 18 de fevereiro de 2018

Alfabetização. A Escola da Bicharada, Fábula de Esopo. O Que é uma Fábula? Leitura e Interpretação. Biografia de Esopo. Atividades


A Escola da Bicharada, uma fábula  adaptada da coleção de Esopo, é um  ótimo   recurso para trabalharmos esse gênero textual com os alunos, por reunir as suas principais características, além de  valores,  leitura e interpretação de texto, de um jeito leve e divertido. 

A fábula é um gênero textual narrativo que surgiu no Oriente, mas foi desenvolvido por um escravo chamado Esopo, que viveu no século 6º. a.C., na Grécia antiga. 

Esopo inventava histórias em que os animais eram os personagens.  Por meio de diálogos entre os bichos e situações que os envolviam, ele procurava transmitir sabedoria de caráter moral às pessoas.

Assim, os animais, nas fábulas, tornam-se exemplos para as pessoas.  Cada bicho simboliza um aspecto ou qualidade do ser humano.  Por exemplo:  o leão  é símbolo da realeza, representa a força, o  poder; a raposa, a astúcia, esperteza; a formiga, o trabalho, os trabalhadores; a coruja  simboliza a sabedoria, bons conselhos; o cavalo - força, poder. 

A fábula é um texto narrativo curto, figurado, no qual as personagens são geralmente animais que possuem características humanas. Apresenta um fundo moral e geralmente é utilizada com fins educativos. 

A moral das fábulas adquiriu vida própria transformando-se em provérbios,  frases prontas, vindas do conhecimento popular, transmitidas de boca em boca. 

Pode ser escrita em prosa ou em verso,  e é sustentada sempre por uma lição de moral, constatada na conclusão da história.  Portanto, sempre que redigir uma fábula lembre-se de ter um ensinamento em mente.

Por se tratar de um gênero transmitido oralmente, as fábulas costumam ter muitas versões. A mesma história ganha novas  roupagens, em épocas e regiões diferentes. 

Muitos escritores recriaram velhas fábulas dando-lhes novos finais ou novos significados. O escritor francês Jean de La Fontaine (1621-1695) foi um dos maiores divulgadores dos textos de Esopo. 

La  Fontaine  recriava essas fábulas com o objetivo de "educar" as pessoas de sua época, conforme suas próprias palavras:

"Acho que deveríamos colocar Esopo entre os grandes sábios de que a Grécia se orgulha, ele que ensinava a verdadeira sabedoria, e que a ensinava com muito mais arte do que os que usam regras e definições."


No Brasil, o humorista Millôr Fernandes é um grande cultor do gênero e autor de um livro chamado "Fábulas Fabulosas". 

Além da fábula, existem outros gêneros que também pretendem transmitir ensinamentos morais ou filosóficos através de narrativas, como por exemplo o apólogo, a parábola, o provérbio, o dito popular.

Leia a história com muita atenção e resolva as atividades propostas. Bom trabalho! 

Coruja

A ESCOLA DA BICHARADA

NA ESCOLA DA BICHARADA, DONA CORUJINHA, POR SER MUITO SABIDA, É A PROFESSORA.

O BURRO AINDA NÃO SABE LER. A PREGUIÇA DORME O TEMPO TODO E ATÉ HOJE NADA APRENDEU.
A HIENA SÓ DÁ RISADAS. O MACACO SÓ FAZ PALHAÇADAS.
Hiena rindo

O ALUNO QUE DÁ MAIS TRABALHO É O VAIDOSO PAVÃO.

ELE NÃO FICA QUIETO NA CARTEIRA, PASSEIA O TEMPO TODO, PRA LÁ E PRA CÁ, COM SUA CAUDA COLORIDA.

UM DIA O PAVÃO FALOU:
- COMO SOU BELO! VEJAM MINHAS PENAS!
O MACACO DEU UMA PIRUETA E RESPONDEU:
- Ó VAIDOSO ANIMAL! OLHE PARA SEUS PÉS. VEJA COMO SÃO FEIOS.
Pavão 


O PAVÃO OLHOU PARA OS PÉS, LEVOU UM ENORME SUSTO E FICOU MUITO TRISTE ATÉ O FIM DA AULA.

(ADAPTAÇÃO DA FÁBULA DE ESOPO)


Biografia de Esopo
Esopo

Esopo nasceu na Grécia, no século VI (6) antes de Cristo. Até hoje, seu nome e a história de sua vida são cercados de mistério. Reza a lenda que ele era corcunda, gago e muito inteligente. Uma biografia egípcia do século I conta que Esopo foi vendido como escravo a um filósofo que, admirado com o seu talento, lhe concedeu a liberdade.

Depois de livre viajou pelo mundo conhecido de então passando pelo Egito, Babilônia e o Oriente.  Suas fábulas passaram de boca em boca até serem reunidas num volume escrito por Demétrio de Falera em 325 a.C.

É tido como o pai da fábula como gênero literário e o maior fabulista do século VI a.C.  Suas fábulas formam um conjunto de pequenas histórias de caráter moral e alegórico, tendo animais e plantas nos papeis principais.  Sugerem normas de conduta que são exemplificadas tanto pela ação dos animais, como de pessoas, deuses, plantas e objetos inanimados.

A preguiça dormindo 

Seus escritos vinham da cultura popular onde os animais falam, cometem erros, são sábios ou tolos, maus ou bons, como são os seres humanos de todos os tempos.   

O objetivo era mostrar, com pequenas histórias, como são os seres humanos em suas atitudes tanto para o bem como para o mal.



Atividades de Leitura e Interpretação do Texto

Releia a história com atenção, observe as imagens e responda o que se pede. 

O Burro é um
animal muito útil 
1- Qual é o título do texto?
2- Quem são os alunos da escola?  Descreva cada um desses personagens da história.
3- Quem é a professora da escola e por quê?
4- Por que o pavão é o aluno que dá mais trabalho? 
5- Retire do texto a frase que mostra o que o Macaco respondeu ao Pavão. 
6- Quantos animais tem na história Copie  seus nomes em ordem alfabética.
7- Leia  a biografia de Esopo. Faça um resumo de sua vida. 
8- Qual é o gênero literário do texto que você acabou de ler? O que é uma fábula?
9- Escreva as principais características da fábula. 
10- Você conseguiu identificar essas características no texto? Escreva-as. 
11- Qual o nome do escritor francês  que publicou as fábulas de Esopo? O que ele falava sobre a importância do trabalho de Esopo? Copie a frase que ele elogia Esopo. 
12- Além da fábula, que outros gêneros textuais transmitem ensinamentos morais ou filosóficos nas suas narrativas? Cite dois ditos populares. 

13- Faça uma pesquisa sobre os gêneros textuais  apólogo, parábola e  provérbio. Dê exemplos.  14- Reescrita Coletiva da  Fábula.    Forme dois grupos na classe: um Grupo será chamado Esopo e o outro  Jean de La Fontaine.  Cada grupo vai reescrever a história. Vale dois pontos e o segundo lugar um ponto.  Qual vai ser a melhor ? Quem vai ganhar dois pontos?  Não esqueçam de ilustrar. Bom trabalho!  Boa sorte! 

Amplie seus conhecimentos. clique nos links abaixo:

Provérbios, Ditos ou Ditados Populares e Seus Significados. Interpretação e produção de textos. Atividades

A Menina do Leite: Fábula de Esopo, por La Fontaine. Biografia dos autores. Atividades

Biografias de Jean de La Fontaine e Esopo. As Fábulas a lebre e a tartaruga. O leão e o mosquito. O caranguejo e sua mãe. Interpretação de texto

As Fábulas: de onde elas vêm ? A galinha dos ovos de ouro. A Cigarra e a Formiga. O tigre e a raposa


Sites Consultados
Carla Caruso. Fábula: Quem foi Esopo?  Especial para a Página 3 Pedagogia & Comunicação 31/07/2005
https://educacao.uol.com.br/disciplinas/portugues/fabula-quem-foi-esopo.htm
http://asfabulasdeesopo.blogspot.com.br/2009/04/biografia-de-esopo.html
https://educacao.uol.com.br/disciplinas/portugues/fabula-animais-dao-licao-de-moral.htm
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quinta-feira, 15 de fevereiro de 2018

Diversidade, Multicultura e Globalização na Sala de Aula. Livro Meninos de Todas as Cores. Peça Teatral com a História. Biografia da Autora. Atividades

O Livro  “Meninos de todas as cores”, da autora portuguesa Luísa Ducla Soares, ilustrado por Cristina Malaquias, narra a história de um menino chamado Miguel, que vivia numa terra de meninos brancos. Por seu valor pedagógico, esse  conto foi escolhido pela OIKOS e pela UNICEF como base de uma campanha conjunta contra o racismo e a segregação.

O menino  decide fazer uma viagem ao redor do mundo  e conhece outras terras, culturas e etnias diferentes. Descobriu que no mundo não tem só meninos brancos, e aprendeu a gostar e respeitar os meninos de todas as cores. Esse conto é um excelente recurso para nós professores trabalharmos temas como:  
Leituras de mundo envolvendo:  noções de globalização;  
diversidade;  multiculturalismo; importância da imagem da criança na literatura; diferenças na escola e a valorização da individualidade, com o objetivo de promover a inclusão escolar, ou seja, a aceitação das diferenças no seio da comunidade, e por extensão, na sociedade, na  perspectiva de que toda escola deve ser inclusiva, e  não pode ignorar as diferenças. Veja nossas sugestões no final, com peça teatral e músicas. 

Podemos trabalhar a  história através de um Projeto Multidisciplinar ou Interdisciplinar, uma Sequencia Didática,  propondo  leituras
e atividades com ênfase na diversidade brasileira, fruto da miscigenação entre  brancos,  negros, indígenas. 

Inicia-se  com  o conceito de multiculturalidade, ou seja, pluralidade cultural, que envolve a multiplicidade de etnias,  religiões, saberes...  

O objetivo é assegurar a igualdade e a dignidade de todas as crianças e promover a sua identidade cultural, tendo a própria criança  como sujeito histórico e propagador dessas ideias. Pode ser trabalhado com  estudantes    de todas as séries e idades.  

Multiculturalismo é a convivência pacífica de várias culturas em um mesmo ambiente. É um fenômeno social diretamente relacionado com a globalização e as sociedades pós-modernas. 


As escolas  recebem públicos bastante diversificados, sob o ponto   de vista social, cultural e cognitivo, exigindo que o professor renove constantemente suas práticas e saberes sobre as diferenças e como lidar com elas. 

No  Brasil, enfrentamos o problema da imigração e dos refugiados, como os venezuelanos, os sírios, os  haitianos e africanos de vários países, um fenômeno mundial. 

Chamar atenção que,   à exceção dos indígenas,  que são nativos,  e dos negros que aqui chegaram escravizados, os brancos são em sua maioria imigrantes, mas que todos somos Criações do Divino. 
         
     O QUE É O CONTO? 
O conto é um gênero textual de  ficção (irreal)  que cria um universo de seres, de fantasias ou acontecimentos. Como todos os textos de ficção, o conto apresenta um narrador, personagens, ponto de vista e enredo. É um texto curto, mais curto que a novela ou o romance. Sua estrutura  é fechada; desenvolve uma história e tem apenas um clímax”. Adaptado da  Wikipédia

MAPA MÚNDI





Veja a  história contada no canal do Youtube -  Varal de Histórias. 
Contação: Juçara Batichoti.       https://www.youtube.com/watch?v=whrqcs6R8Pw

Faça meninos de papelão iguais aos do vídeo.


Músicas para a peça teatral:      1- Música: Normal é Ser Diferente    Autor: Jair Oliveira

2-   Música: Coloridos.      Autor: Grupo Palavra Cantada. Conheça as cores pelo vídeo Coloridos.  
Site: Palavra Cantada Oficial           https://www.youtube.com/watch?v=x8VNNyobJRo

Releia a história com atenção  para apresentar a peça teatral  e fazer  as atividades. Preste atenção nos mapas. Localize os continentes que o menino viajou.    

Meninos de todas as cores.      Autora:   Luísa Ducla Soares

1. Era uma vez um menino branco, chamado MIGUEL, que vivia numa terra de meninos brancos e dizia: 
- É bom ser branco!  Porque é branco o açúcar, tão doce, porque é branco o leite, tão saboroso, porque é branca a neve,tão linda …


MAPA DA EUROPA 


2. Mas, certo dia, o menino partiu numa viagem de  trem  e chegou a uma terra onde todos os meninos são amarelos. Arranjou uma amiga chamada  Flor de Lótus, que como todos os meninos amarelos, dizia:   - É bom ser amarelo!
Porque é amarelo o sol, É amarelo o girassol, Também é amarela a areia da praia.


MAPA DA ÁSIA 

3. O menino branco tomou um barco para continuar a sua viagem e parou numa terra onde todos os meninos são pretos. Fez amizade com  um pequeno caçador chamado LUMAMBA, que, como os outros meninos pretos , dizia: 
- É bom ser preto!   Preto como a noite,  Preto como as azeitonas, Preto como as estradas que nos levam a toda a parte!

MAPA DA ÁFRICA 



4. Depois o menino branco tomou  um avião, que só parou numa terra onde todos os meninos são vermelhos.  Escolheu para brincar  com os índios uma menina de raça vermelha chamada Pena de Águia, que dizia: 
- É bom ser vermelho!  Da cor das fogueiras, Da cor das cerejas E da cor do sangue,  bem encarnado. 

MAPA DA AMÉRICA 


5. O menino branco foi correndo mundo até uma terra onde todos os meninos são castanhos. Aí, andou de camelo com um menino chamado Ali- Baba, que dizia: 
- É bom ser castanho!  Como a terra do chão, como os troncos das árvores, como o chocolate!
6. Quando o menino branco voltou à sua terra de meninos brancos,  já dizia: 
- É bom ser Branco como o açúcar, Amarelo como o sol, Preto como as estradas, Vermelho como as fogueiras, castanho como o chocolate!
7. E enquanto  na escola, os outros meninos brancos pintavam em folhas brancas desenhos de meninos brancos, ele fazia grandes rodas de meninos sorridentes de todas as cores!
8. E o menino branco aprendeu que afinal,mesmo sendo diferentes, é bom ser de todas as cores! 

BIOGRAFIA DA AUTORA  LUÍSA DUCLA SOARES

Luísa Ducla Soares nasceu em Lisboa a 20 de julho de 1939. É licenciada em Filologia Germânica pela Universidade Clássica de Lisboa. Dedicada especialmente à literatura para crianças e jovens, em prosa e poesia, publicou mais de uma centena de obras neste domínio.  Muitos dos seus poemas foram musicados, tendo sido editados em diversos CDs. 

Luísa desenvolve regularmente ações de incentivo à leitura em  escolas e bibliotecas. Participa frequentemente em colóquios e encontros, apresentando conferências e comunicações sobre problemáticas relacionadas com os jovens e a leitura, e a  literatura infantil.
Recusou, por motivos políticos, o Grande Prêmio de Literatura Infantil com que o Serviço Nacional de Informação pretendeu distinguir o seu livro História da Papoila, em 1973. 

Recebeu o Prêmio Calouste Gulbenkian para o melhor livro do biênio 1984-1985 por Seis Histórias às Avessas e foi galardoada com o Grande Prêmio Calouste Gulbenkian pelo conjunto da sua obra, em 1996. Foi candidata de Portugal ao Prêmio Andersen.

Peça Teatral Meninos de Todas as Cores

Preparem-se! Agora vocês vão participar de uma dramatização da história. Quem vai ser o Menino Branco, a Menina Amarela, o Menino Negro, o Menino Castanho, o Menino Vermelho? De qual parte do mundo eles vêm?  Descubram   nos mapas!

I - Personagens 
1-Narrador-observador  (de preferência o professor);
2-Miguel (Menino Branco. Pode estar vestido de calça jeans e camisa social); 
3- Flor de Lótus (Menina Amarela, com trajes orientais, sejam da  China ou do Japão);
4- Lumumba (Menino Preto, com trajes típicos da África);
5- Pena de Águia (Menino Vermelho, vestido de índio); 
6-  Ali-BABÁ (Menino Castanho, com trajes árabes).

II- Cenário (único)
          Sugerimos representar no mesmo espaço quatro paisagens que lembrem as terras por onde o Menino  Branco viajou. Compor o cenário com cartazes de camelos, chocolates, o sol amarelo, girassol  e demais elementos citados no texto. Podem ser desenhados em cartolinas ou papel metro. Fica a critério das condições da escola. 

III- Material
 Aparelho de som, microfone, CDs, pendrives, cortinas; Letras das músicas impressas e distribuídas com cada aluno. O professor trabalha os textos  das  letras em sala de aula. 
 Músicas que representem os lugares que o menino conheceu. Sugerimos: 
a) Europa - Uma Casa Portuguesa - Roberto Leal  
https://www.kboing.com.br/roberto-leal/uma-casa-portuguesa/
b) África - Mama África. Autor: Chico César/1994 
https://www.youtube.com/watch?v=hOKCKvYmiig
c) Nativos Indígenas.  Música: Todo Dia Era Dia de Índio   Autor: Baby do Brasil
https://www.letras.mus.br/baby-do-brasil/365271/
d) Oriente:  Dança árabe (dança do ventre) https://www.youtube.com/watch?v=APZu6cpCz30
      Vestir os personagens com trajes típicos dos  lugares e povos por onde o Menino    Branco viajou.  Ruídos de barcos e aviões para simular as viagens do menino.  

Cena I  -   Cortinas fechadas e após a fala do narrador  entra Miguel, único que permanece no palco após cada fala. Os demais vão se retirando e só retornam no final (cena VI). 
             Narrador:            
           - Era uma vez um menino branco chamado Miguel, que vivia numa terra de meninos brancos e dizia:
Miguel (Menino Branco):
- É bom ser brancoPorque é branco o açúcar, tão doce, Porque é branco o leite, tão saboroso, Porque é branca a neve, tão linda.

Cena II  - Na falta de uma aluna de origem oriental, ou seja, chinês, japonês, coreano... 
caracterizar por meio de maquiagem. 
Narrador:      
– Mas, certo dia, o menino partiu numa grande viagem e chegou a uma terra onde todos os meninos são amarelos. Arranjou uma amiga chamada Flor de Lótus, que, como todos os meninos amarelos, dizia:
Flor de Lótus  (menina amarela):  
– É bom ser amarelo Porque é amarelo o Sol  É amarelo o girassol Mais a areia amarela da praia.

Cena III      -   Narrador : 
– O menino branco tomou um barco para continuar sua viagem e parou numa terra onde todos os meninos são pretos. Fez amizade com um pequeno caçador chamado LUMUMBA, que, como os outros meninos pretos, dizia:
 Lumumba -  Menino Preto em trajes africanos:
– É bom ser preto Como a noite  Preto como as azeitonas Preto como as estradas que nos levam   Por toda a parte.

Cena IV - Menino Vermelho vestido de índio.
Narrador:  
– Em seguida, o  menino branco entrou  num avião, que só parou numa terra onde todos os meninos são vermelhos. Para brincar com os índios, escolheu um menino chamado Pena de Águia. E o menino vermelho dizia:
 Pena de Águia (Menino Vermelho vestido de índio): 

- É bom ser vermelho da cor das fogueiras,  Da cor das cerejas e da cor do sangue bem encarnado.

Cena V -   Menino Castanho, em trajes árabes. 
Narrador:
 - O menino branco foi correndo mundo até chegar numa terra onde todos os meninos são castanhos. Lá, participava de corridas de camelo   com um menino chamado Ali-Babá.
Ali-BABÁ, dizia:

 - É bom ser castanho como a terra do chão, os troncos das árvores. É tão bom ser castanho como um chocolate.

Cena VI -  Epílogo (fim)
Após a fala de Ali-Babá, Miguel sai do palco e fecham-se as cortinas.  Em seguida,  o narrador diz:
Narrador:   - Quando o menino branco voltou à sua terra de meninos brancos,  já dizia: 

(Miguel retorna. Abrem-se as cortinas e ele diz sua fala final. Os meninos de todas as cores vão entrando de acordo com a fala de Miguel) :

Miguel:    - É bom ser branco como o açúcar, Amarelo como o Sol, Preto como as estradas, Vermelho como as fogueiras, Castanho da cor do chocolate.

A peça termina com a fala do Narrador e todos os meninos no palco.   Narrador diz: 
- Enquanto na escola, os meninos brancos pintavam em folhas brancas, desenhos de meninos brancos, Miguel fazia grandes rodas com meninos sorridentes de todas as cores.
                                                  Fim
Sugerimos que  Miguel  retorne para sua fala final  vestindo  camisa  feita de retalhos  retangulares nas cores  citadas no texto. Os Meninos de Todas as Cores vão entrando  um a um,  de acordo com a fala de Miguel:  a menina  oriental, o africano, o índio, o árabe. Os cinco  meninos  se abraçam  e formam uma roda,  enquanto o narrador  diz a fala final. Termina a peça  com todos os personagens  abraçados, cantando  e dançando em círculo  a música Coloridos, do Grupo Palavra Cantada,    junto com a plateia. Se preferir, apresente coreografias com as músicas aqui citadas. 

Peça Adaptada   do livro Meninos de Todas as Cores, da autora Luísa Ducla Soares, pela
Profa. Claudia Martins. Salvador/Bahia, 15/02/2018. 

ATIVIDADES
1. Você gostou da história?  Quem escreveu? 
2. Leia a biografia da autora e faça um resumo de sua vida. 
3. Responda: a) Quantos personagens tem a história b) Quem são eles?  c) Qual a cor de cada um deles?    d) De qual parte do mundo você acha que vem cada menino?  Descubra através dos mapas. 
4. O que você aprendeu com esse conto? 
5. Consulte o dicionário para saber os significados das palavras: a) Diversidade; b) Multicultura; c) Globalização. Consulte  também palavras do texto que você não conhece.  
6. Pegue um espelho  e olhe bem para seu rosto e suas características físicas. Depois olhe para  cada colega de sua turma e  a professora. Como são  eles 
7- No Brasil tem pessoas de várias cores:  vermelha (os índios), branca, preta, amarela (japoneses, chineses, coreanos), castanha  (árabes). Você sabe por que? Para saber, estude:  descobrimento do Brasil, escravidão negra e imigrantes no Brasil. 
8.  Observe as figuras desta postagem, a natureza,   as flores, os frutos, o arco iris, as estrelas, o seu bairro, as pessoas, as casas... É tudo igual ou diferente?  
Em grupo de quatro colegas,  escreva um texto sobre a diversidade humana e o respeito às diferenças. Bom trabalho!
9. Observe as crianças das figuras abaixo. Colorir de acordo com os personagens aqui citados.


Moinho acima e plantação de tulipas na Holanda



Plantação de flores na  Holanda
O Arco-Iris e outras cores da natureza

Sites Consultados

Profa. Lúcia Cruz
https://pt.slideshare.net/cruzluc/meninos-de-todas-as-cores-7243302
Mapa Múndi         https://www.coladaweb.com/mapas/mapa-dos-continentes
Mapa da África     http://minutoligado.com.br/mapas/mapa-africa/
Mapa da Europa
https://www.coladaweb.com/geografia/continentes/europa-continente-europeu
Bertrand Livreiros     https://www.bertrand.pt/autor/luisa-ducla-soares/222
Vídeo meninos de todas as cores
https://www.youtube.com/watch?v=whrqcs6R8Pw
Rita Penajoia. Um olhar sobre a multiculturalidade: para a inclusão escolar.Coimbra, 2014.
http://biblioteca.esec.pt/cdi/ebooks/MESTRADOS_ESEC/RITA_PENAJOIA.pdf
Música Normal é ser diferente
https://www.letras.mus.br/jair-oliveira/normal-e-ser-diferente/
https://loucosportecnologias.blogspot.com.br/2017/10/alfabetizacao-livro-uma-joaninha.html
O que é um conto.
https://loucosportecnologias.blogspot.com.br/2017/10/o-que-e-um-conto-quatro-contos.html

Alfabetização. Livro Uma Joaninha Diferente. Suas Cores, Nomes, Lendas, Importância na Religião e na Agricultura. Ameaça de Extinção pelos Agrotóxicos. Música Normal é Ser Diferente. Atividades


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