terça-feira, 16 de setembro de 2014

Edução Infantil: brinquedos e brincadeiras para fazer na escola ou em casa. Como fazer brinquedos artesanais com as crianças

Qual a origem dos brinquedos ? 
Alguns museus têm exemplares de brinquedos de várias épocas, encontrados em escavações,  nos permitindo entender a importância do lúdico e do ato de brincar no desenvolvimento infantil. Bonecas que podiam mover-se com barbantes, semelhantes aos atuais fantoches, eram utilizadas por crianças da Grécia e da Roma antigas. Bolas e bonecas de madeira ou barro cozido também foram encontradas. 
Apresentamos aqui alguns brinquedos artesanais, que podem ser feitos com as crianças em casa ou na escola de forma simples, criativa e divertida.  

Os brinquedos e brincadeiras das crianças surgem da imitação das atividades dos adultos, e são  feitas por elas próprias, a exemplo do cavalo de pau, numa época em que o cavalo era o principal meio de transporte e de tração. 
Cavalos-de-pau em A.V.A
Cataventos, bonecas chocalhos, peões e peça de jogos que se multiplicaram, principalmente a partir do século XV, nasceram do espírito de imitação das crianças, que têm os adultos como espelho. A maioria deles era partilhada por adultos e crianças, sem a preocupação de separar "brinquedos de meninas" e "brinquedos de meninos", “cores de meninas”, “cores de meninos”, ideias que surgem  no decorrer do século XVIII, com o início da fabricação industrial dos brinquedos infantis.

Atualmente a indústria de brinquedos é sucesso no mundo e movimenta valores astronômicos. A evolução tecnológica permitiu a criação de um grande número de brinquedos que encantam as crianças, num primeiro momento,  até serem esquecidos. O brinquedo já vem pronto e com todas as instruções de uso, bastando segui-las.  Nenhum deles substitui o encanto de brinquedos simples, feitos por elas próprias, aguçando-lhes  a criatividade e a imaginação, além de elevar a autoestima. 
Entregue-lhes um cavalinho de pau e observe como sairão cavalgando pela escola ou pelo quintal.  Eles vão dar mais valor aos tradicionais cavalos de pau, pés de lata e bambolês se ajudarem  a produzir. 
Cavalos de pau em tecidos e fitas
Os brinquedos s seguir vêm da tradição que resiste ao tempo, passando de geração a geração:   pé de lata, botão, cavalo-de-pau, bambolê, passa-bola,  cama-de-gato, enrola- bola.  Apresentamos alguns desses ícones que ainda resistem, encantando crianças e adultos. Como fazer? Como brincar ? Veja a seguir: 

1. Cavalo de Pau – Idade: a partir de 4 anos.  O que desenvolve:  Coordenação motora e exercício de pernas e pés. 

Material:  um simples cabo de vassoura é suficiente para divertir as crianças com um cavalo de pau. Cada um monta em seu "animal" e sai cavalgando pela escola ou na quadra. Outra boa pedida é a garotada apostar uma corrida. 

Como fazer - desenhe a cabeça do cavalo em um pedaço de E.V.A e recorte. É possível substituir esse material por papel cartão. Dobre ao meio, desenhe o olho e faça vários furos, alinhados, a um dedo de distância da borda. Deixe um espaço sem furar na parte de baixo. Corte pedaços de 50 centímetros de lã e passe pelos furos. Amarre-os para fechar a cabeça do cavalo e compor a crina. Faça também um ou dois furinhos para formar o focinho do animal. Encaixe a cabeça em um cabo de vassoura. 

Como brincar: a criança monta no brinquedo e "cavalga" pela escola. Você pode organizar uma corrida. Trace no chão uma linha de partida e outra de chegada e dê o sinal de largada. Outra sugestão é usar os cavalos nos teatrinhos. Todo príncipe monta um belo animal.

2. Botão ou corrupio ou currupicho - Idade: a partir de 4 anos.  Desenvolve:a coordenação motora e o  ritmo. 
Estica e solta, estica e solta... Assim a criançada faz as tampinhas desse brinquedo girarem, produzindo um barulhinho mágico. Inventado em 1930, o futebol de botão é passatempo para todas as idades. O brinquedo também é conhecido por corrupio ou currupicho. 

Material: O modelo tradicional é feito com um pedaço de fio que passa pelos dois furos de um botão grande amarrado com um nó nas pontas. Para esta variação, que produz som, separe quatro tampinhas de garrafa PET; um pedaço de fio de náilon torcido ou barbante fino de 1 metro de comprimento; três pedrinhas ou miçangas;  fita adesiva.

Como Fazer:  esquente a ponta de um prego pequeno e faça dois furos em cada tampinha de forma que eles fiquem centralizados. Passe-as pelo cordão de maneira alternada: uma de boca para baixo e outra de boca para cima. Dê um nó unindo as pontas da linha. Dentro de uma das tampas centrais, coloque as pedrinhas ou miçangas e tampe com a outra. Una-as com fita adesiva. Cuidado para que as linhas não fiquem torcidas dentro das tampinhas. Deixe-as esticadas, com um orifício bem na direção do outro. 

Como brincar:
as duas tampinhas que ficam nas extremidades servem para segurar o brinquedo. Mantenha uma em cada mão e, com o cordão frouxo, dê um impulso para a frente para enrolar bem o cordão. Estique em seguida. As tampinhas do meio giram em grande velocidade produzindo um barulhinho. Depois, é só esticar e afrouxar o cordão.

3. Pé de lata: Idade:a partir de 5 anos.  O que desenvolve: equilíbrio e 
coordenação motora. 

As crianças andam para lá e para cá em cima das latas. Quando já tiverem práticas, elas podem apostar uma corrida. Para isso, basta se certificar que a corda de náilon está bem presa à  lata. 

Material e Como Fazer: faça dois furos diametralmente opostos no fundo de uma lata de achocolatado ou leite em pó. 
Passe uma corda de náilon de 1,2 metro pelos furos da lata e una as extremidades com um nó bem forte dentro do recipiente. 
Coloque a tampa e decore com retalhos de plástico adesivo ou tinta. Faça o mesmo com outra lata. 

Como brincar: os alunos sobem nas latas e tentam se equilibrar segurando nas cordas. Além de andar pela escola com os pés de lata, eles vão se divertir apostando uma corrida, andando para trás ou vencendo um percurso com obstáculos.

4. BambolêIdade: a partir de 6 anos.  O que desenvolve: ritmo e equilíbrio. 

Rebolar bem é o que basta para manter o bambolê na cintura. Mas as crianças também se divertem girando o brinquedo no pescoço, nos braços e nas pernas. Bambolear, além de divertir a criança, faz com que o equilíbrio seja exercitado. 
Material e Como Fazer: corte 1,5 metro de mangueira de gás. Una as pontas com fita crepe, formando um aro. Para os menores, que ainda não conseguem girar o bambolê em torno da cintura, faça aros pequenos usando 60 centímetros de conduíte. Você pode colocar arroz,  pedrinhas, guizos (material de metal) e sementinhas dentro dele antes de fechar. Na hora em que os pequenos estiverem rodando o brinquedo, vão escutar um agradável som. 

Como brincar: a criança coloca o bambolê na cintura e o roda. Para mantê-lo girando, é preciso movimentar o quadril, como num rebolado. 

É possível também rodá-lo em outras partes do corpo: no pescoço, nos braços e nas pernas, além de jogá-lo para cima e tentar encaixar nos braços. Para que todos brinquem juntos, organize uma competição. O objetivo pode ser ficar mais tempo com ele em torno da cintura ou bambolear andando, sem deixar o brinquedo cair.

5. Passa-bola -  Idade: a partir de 6 anos. O que desenvolve: coordenação visual e motora;  noção de distância.

Material: com apenas uma garrafa PET, a criança pode brincar com amigos ou até mesmo sozinha. Ninguém pode tocar na bola, que passa de uma criança para outra com a ajuda de um "copinho". 

Como Fazer: corte uma garrafa PET ao meio. Você vai utilizar apenas o lado em que fica a tampa, pois é mais fácil para a criança segurar. Pinte a tampinha e a borda do suporte com tinta acrílica ou encape com plástico adesivo e  colorido. Esta marcação facilita a visualização se a garrafa for transparente. Faça a bola recheando uma meia com jornal. Para fechá-la, fixe a ponta com cola para tecido ou costure. 

Como brincar: o  objetivo é jogar a bola com um suporte sem deixá-la cair no chão. Se a criança for brincar sozinha, segura um suporte em cada mão e joga a bolinha de um lado para o outro. Em grupo, organize os alunos em roda ou em fileiras e dê um "copinho" para cada um. Um deles inicia a brincadeira jogando a bola para um colega, que vai pegá-la com o "copinho" e jogá-la para outro.

6. Cama de gato ou Jogo de fios ou jogo de trancar, uma conhecida brincadeira dos índios curumins- Idade: a partir de 6 anos. O que desenvolve: o raciocínio lógico e a paciência.  

Feita com barbante, a cama de gato envolve raciocínio e pode ser brincada em qualquer canto, basta 4 mãos! 

Como fazer: corte um pedaço de barbante (pode ser elástico ou fita também). Dê um nó entre as duas pontas. 
Como brincar: deixando as mãos verticalmente paralelas, coloque o barbante nas pontas dos dedos, formando uma espécie de retângulo uniforme. Sem dobrar os dedos, ou tirar o barbante da posição inicial, leve a mão direita até a esquerda e passe-a por baixo da lateral do barbante de forma que este fique enrolado. Faça a mesma coisa com a mão esquerda. Passe o dedo do meio de cada mão por baixo do barbante recém enrolado, algo semelhante ã letra x se formará em cada um dos lados. 

A partir daí o objetivo é passar o barbante para a mão do outro jogador, sem que este saia da mão do primeiro, formando outra figura a ser desatada em seguida.

7. Enrola-bolaIdade: a partir de 4 anos. O que desenvolve: a coordenação motora; integração com o parceiro;  ritmo. 

Um pulo e uma gingadinha para a direita. Outro pulo e outra gingadinha... Em dupla, as crianças brincam até enrolar a bola no cordão 

Como fazer: no centro de um pedaço de cordão de algodão grosso, de 1,5 metro de comprimento, pendure uma corda fina de 40 centímetros. Na ponta dela, prenda uma bola de meia de náilon, recheada com retalhos de tecido ou fios de lã. Em cada ponta do cordão principal amarre um pedaço de 1 metro de corda fina. 

Como brincar: a brincadeira é feita em dupla. Cada um amarra um pedaço da corda em sua cintura. O objetivo é enrolar a bola no cordão. Para isso, as duas crianças têm de gingar e pular de maneira coordenada. Quando conseguirem, proponha à dupla repetir a brincadeira,  só que posicionada de lado e, depois, de costas. Sugira também uma corrida. Na ida, os parceiros enrolam a bola e, na volta, desenrolam.

Fonte:Adaptação pela Professora Claudia Martins /Salvador, Bahia, em 16/09/2014, do texto:  brinquedos artesanais, de Cristiane Marangon, para o Site Educar para Crescer, Editora Abril. 19/06/2014

Referências (sites pesquisados)

MarangonCristiane. Brinquedos artesanais. Educar para Crescer.Editora Abril. 19/06/2014 

http://educarparacrescer.abril.com.br/aprendizagem/brinquedos-artesanais-408190.shtml





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