quarta-feira, 27 de agosto de 2014

Educação Infantil: A Menina do Vestido Azul. Atividades

O texto A Menina do Vestido Azul  pode ser trabalhado de forma interdisciplinar, com língua portuguesa, língua estrangeira, matemática, estudos sociais, artes,  ciências, abordando  meio ambiente, higiene pessoal etc.  Confira !

Num bairro pobre de uma cidade distante morava uma garotinha muito bonita. Acontece que essa menina frequentava as aulas da escolinha local no mais lamentável estado: suas roupas eram tão velhas que seu professor resolveu dar-lhe um vestido novo.

Assim raciocinou o mestre: 
- "É uma pena que uma aluna tão encantadora venha às aulas desarrumada desse jeito. Talvez, com algum sacrifício, eu pudesse comprar para ela um vestido azul".

Quando a garota ganhou a roupa nova, sua mãe não achou razoável que, com aquele traje tão bonito, a filha continuasse a ir ao colégio suja como sempre, e começou a dar-lhe banho todos os dias antes das aulas.

Ao fim de uma semana, disse o pai: 
- "Mulher, você não acha uma vergonha que nossa filha, sendo tão bonita e bem arrumada, more num lugar como este, caindo aos pedaços? Que tal você ajeitar um pouco a casa, enquanto eu, nas horas vagas, vou dando uma pintura nas paredes, consertando a cerca, plantando um jardim?"

E assim fez o humilde casal. Até que sua casa ficou muito mais bonita que todas as casas da rua, e os vizinhos se envergonharam e se puseram também a reformar suas residências.

Desse modo, todo o bairro melhorava a olhos vistos,  até que passou um político que, bem impressionado, disse:
- "É lamentável que gente tão esforçada não receba nenhuma ajuda do governo". 


E dali saiu para ir falar com o prefeito, que o autorizou a organizar uma comissão para estudar que melhoramentos eram necessários ao bairro. Dessa primeira comissão surgiram muitas outras e hoje, por todo o país, elas ajudaram os bairros pobres a se reconstruírem.

pensar que tudo começou com um vestido azul... Não era intenção daquele simples professor consertar toda a rua, nem criar um organismo que socorresse aos bairros abandonados de todo o país


Mas ele fez o que podia,  fez a sua  parte,  fez o primeiro movimento, do qual se desencadeou toda aquela transformação. 



É difícil reconstruir um bairro, mas é possível dar um vestido azul!

Fonte:  www.ibb.org.br/vidanet/outras/msg244.htm



Atividades 

1. Você gostou da historinha? Qual é o título ? 
2. Você mudaria o título ? Que nome você daria para a historinha?
3. Onde a menina morava? 
4. Como ela costumava ir para a escola? Diga como você vai para a escola e depois compare com a menina. 
5. Quem comprou  roupa nova para a menina? 
6. Depois que a garota ganhou roupa nova, o que fez sua mãe? 
7. Qual foi a atitude do pai? Como ficou a casa do casal ?
8. O que fizeram os vizinhos ?
Casa com telhado
triangular
9. Como ficou o bairro ? O que disse o político ao ver as mudanças que os moradores fizeram no bairro ? 
10. Como é o seu bairro? Qual o nome do seu bairro ? Em que cidade está situado? As ruas são limpas ? As casas são pintadas?
11. Observe as casas da figura acima  e responda: a) Quais as cores das paredes? Qual a forma geométrica das janelas: são quadradas ou retangulares? 
12. Qual a forma geométrica do telhado da casa ao lado ? 

Todas as imagens são do Google

6 comentários:

  1. Sensacional estas atividades ,mas utilizei o texto p/ Ensino médio , então fiz uma reflexão e alguns questionamentos, sobre que tipos de gente o mundo hoje precisa p/ ser um pouco melhor -Qual a nossa cota parte p/ ter um mundo melhor?

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    1. Obrigada, Monica. Fico feliz que tenha gostado e que lhe tenha sido útil. Também trabalho com o Ensino Médio (Sociologia) e seu comentário me despertou para trabalhar sobre o tal mosquito e as doenças do momento. Volte sempre. Abraço

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  2. Prezada Claudia,

    O texto veio em uma tarefa de minha filha de 7 anos, e não consegui ficar sem fazer uma reflexão, a qual compartilho aqui.

    É uma fábula sendo utilizada por muitos educadores para treinamento de interpretação de texto e de desenvolvimento de outras habilidades. Porém, carrega alguns símbolos que talvez não se adequem mais a um mundo que, bem ou mal, precisa progredir em relação aos valores essenciais. Embora busque exemplificar o valor de uma atitude que desencadeia consequências positivas para o individual e o coletivo (e creio que muitos focam nessa "moral da história"), traz também o velho ranço da beleza exterior como um valor relevante e um certo preconceito ao atribuir a sujeira e as roupas maltratadas ao desleixo de uma mãe...

    Ao ver tal texto nas tarefas de minha pequena de 7 anos, fiquei a refletir se seria justo, a partir dessas ideias que o texto acaba expondo, ela olhar as crianças em situação de pobreza, sujas e maltrapilhas, pelas ruas da cidade, como filhas de mães desleixadas, a quem bastaria ver suas meninas num lindo vestido azul doado por alguém benevolente, para que subitamente acordassem de sua falta de cuidados, para alterar sua realidade de vida...

    Sei que não é ainda tempo de minha pequena conseguir assimilar e compreender as injustiças desse mundo. Mas desde já, prefiro que receba os sinais certos para quando crescer mais um pouco, entender que: (1) todas as crianças são belas em sua essência, independente da linda roupa azul, (2) o barraco aos pedaços, a sujeira e as roupas velhas, não é o desleixo de mães e pais descuidados. É que às vezes, não têm dinheiro nem para comprar a própria comida!
    Saudações!

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    1. Obrigada, Adriana Costa, por seu comentário e sua presença aqui. Respeito sua opinião, mas discordo, pois pobreza não significa falta de higiene pessoal.
      A historinha serve para o professor abordar inúmeras questões, para diferentes níveis de escolaridade, a exemplo da Professora Monica Araújo (comentário acima), que a utilizou no Ensino Médio, certamente abordando o dever do Poder Público de se fazer presente com Políticas Públicas, nos bairros pobres, evitando que milícias e o tráfico de drogas ocupem esses espaços de pobreza e ausência de cidadania.
      Espero que não se zangue, pois gostei muito da sua atitude de expor sua opinião, que respeito, embora discorde.
      Sucesso para sua filhotinha e para vc, também. Volte sempre! Um forte abraço.

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  3. Prezada Cláudia, não me zanguei de forma nenhuma, sua réplica foi muito educada e o comentário sobre pobreza não significar falta de higiene, bem pertinente. A reflexão me veio por perceber muitas vezes, no cotidiano, casos em que pessoas em situação de pobreza e abandono social são julgadas por se supor que não se esforçaram o suficiente... Essa percepção me veio ao ler o texto, embora saiba que bons educadores saberão retirar o melhor da história (a exemplo da Monica). Continue com seu belo trabalho do blog, pois é com a Educação ( dos pobres, dos remediados e dos ricos !) que conseguiremos ir aos poucos, melhorando essa sociedade tão injusta. Um abraço.

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    1. Muitíssimo obrigada, mais uma vez, querida Adriana Costa.
      Agora entendo melhor sua posição e análise. Refleti e acho que você está coberta de razão. Lembrei de minha sobrinha Alice Anil, que quando tinha quatro aninhos, atirava seus brinquedos do quarto andar, para as crianças pobres que passavam na porta do edifício. Cresceu generosa, como sua filha certamente será.
      Parabéns por passar esses valores, que farão dela uma adulta solidária. Volte sempre! Beijos

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